O que não estão falando dos seis meses de Trump na presidência

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Donald Trump completou seis meses de governo entre acertos e erros. A sua promessa de substituir o Obamacare por outro plano de saúde, por exemplo, ainda não resultou em algo totalmente positivo. Todas as novas alternativas propostas pela Casa Branca podem ser consideradas ruins.

Contudo, o republicano coleciona acertos e o cumprimento de promessas feitas em sua campanha. Ele, conforme o seu compromisso com a causa pró-vida, eliminou, por exemplo, o financiamento para atividades internacionais da Planned Parenthood, a multinacional do aborto que ficou marcada por vender partes dos corpos de fetos abortados.

Na economia, Trump congelou novas contratações de funcionários públicos, diminuiu a dívida dos EUA em 100 bilhões de dólares, ordenou que a cada nova regulação será obrigatória a eliminação de outras duas, 600 mil empregos foram criados, 589 mil pessoas conseguiram trabalho em período integral, 6 milhões de vagas de empregos estão disponíveis desde abril deste ano e a renda familiar cresceu de 58.061,00 dólares para 59.361,00 dólares. Os investidores também estão otimistas. O índice Dow Jones já cresceu 16%, o NASDAQ 18% e S&P 13%. Tudo por causa do otimismo que o presidente criou no mercado graças ao seu plano de reforma tributária, que será um dos maiores cortes em impostos da historia, além de diminuir da burocracia que cresceu durante a administração de Barack Obama. O republicano também retirou o país da Parceria Transpacífica, cancelou restrições à produção de energia e cortou bilhões de dólares da ONU.

 

 

Em política externa, ele efetuou uma ordem executiva para dificultar a entrada de terroristas nos Estados Unidos. Ao impedir a chegada de imigrantes de seis países, Trump não agiu preconceituosamente com os muçulmanos, mas apenas cumpriu uma recomendação das agências de segurança que acusam o Irã, Síria, Iraque, Sudão, Líbia, Somália e Iêmen de envolvimento com o terrorismo. O republicano também se aproximou de Israel; bloqueou um projeto secreto da CIA que financiava rebeldes “moderados” do Estado Islâmico, Al Qaeda, e Al-Nusra na Síria; impôs novas sanções ao Irã e estabeleceu uma nova política com a ditadura cubana a fim de enfraquecê-la.
Quanto a imigração com o México, desde o início do ano, a entrada de imigrantes ilegais reduziu em 40% e as prisões subiram na mesma percentagem. Um dado positivo, já que um número pequeno de imigrantes ilegais comete uma quantidade de crimes desproporcionalmente grande.

 

Durante as últimas semanas, a ação do republicano que talvez mais tenha chamado a atenção do mundo é a saída do Acordo Climático de Paris. Embora muitos critiquem o ato de Trump, acredita-se que o real impacto do plano será a diminuição da temperatura em menos de 0,02 graus Celsius e a destruição de centenas de milhares de empregos, além de aniquilar 2,5 trilhões de dólares do PIB dos EUA até 2035.

Na política interna talvez os maiores marcos foram a nomeação do juiz conservador Neil Gorsuch para a Suprema Corte e a vitória de congressistas republicanos que procuraram se aproximar do presidente nas eleições especiais ocorridas este ano.

O caso com os russos e a imprensa

Aqueles que ainda se informam pela grande mídia quando o assunto é a política externa, provavelmente desconhecem a grande parte dos dados positivos apresentados. O jornalista e correspondente do Jornal da Globo, Jorge Pontual em seu balanço sobre os seis meses de Trump na presidência, destacou apenas informações negativas e apontou que o legado do republicano nesses seis meses foi nulo ou desastroso.  De acordo com apenas algumas informações passadas, será que realmente tudo foi um desastre? É obvio que não. Nestes últimos seis meses o apoio ao presidente cresceu e a desconfiança na grande mídia seguiu a mesma tendência.

Os mesmos jornalistas  brasileiros que trazem as informações da política norte-americana, são  os mesmos que repetem basicamente tudo o que é dito na grande mídia de lá. O ceticismo deve vir acompanhado de qualquer noticiário, já que recentemente um vídeo  gravado escondido revelou que a rede de televisão CNN está mentindo sobre o caso de Trump e Rússia. Na mesma gravação, um jornalista da emissora admite que não há nada que prove a relação dos russos com o presidente e que tudo não passa de sensacionalismo para atrair mais audiência.

Além disso, outro meio de comunicação muito prestigiado no Brasil e que publicou revelações bombásticas foi o The New York Times. De acordo com o ex-diretor do FBI James Comey em sua audiência para o Senado, o relatório publicado pelo jornal que apontava o concluo do republicano com os russo era falso.

Portanto, fica mais uma vez provado que no Brasil não há, infelizmente, uma cobertura honesta da política norte-americana. Além de se dar um “Ctrl+C/ Ctrl+V” em tudo o que é falado pela grande mídia dos Estados Unidos, há uma fanática narrativa anti-Trump que não informa aquilo que realmente acontece. Será que Jorge Pontual ou outros jornalistas sabem de alguns dos dados positivos apresentados? Se sabem, por que não revelam?

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