Mais impostos? É melhor não.

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Em ano de ajuste fiscal, as ações da presidente e de seu ministro da Fazenda, Joaquim Levy, visam cortes de gastos e aumento de impostos, embora alguns economistas defendam medidas mais “radicais“. Levy, inclusive em entrevista ao Jornal da Globo, afirmou que os brasileiros estão dispostos a pagar mais impostos, além de haver pretensões de aumentar mais os tributos, como o Imposto de Renda, CPMF e CIDE.

De acordo com a Curva de Laffer criada pelo economista norte-americano, Arthur Laffer, o sucessivo aumento de impostos pode ser feito até um certo ponto. Depois quanto mais aumentar as tarifas, menor a arrecadação. Alguns economistas afirmam que este ponto é de 70% de tributos, outros como o casal David Romer e Christina Romer, presidente do Conselho de Economistas de Barack Obama, propõem a partir de seu estudo um limite de 33%, enquanto outros dizem que depende da realidade de cada país.

Por que isso?

Quando o governo aumenta as tarifas, elas refletem nos preços dos produtos, ou seja, quanto mais impostos, mais caras ficam as mercadorias. Se o poder de compra da população não aumentar nesse período de crescimento tarifário, menos ela pode comprar. É só você visualizar que hoje com R$ 100,00 no mercado, você compra menos que há 1 ano.

Então como tudo ficou mais caro e o poder de compra não aumentou, a tendência é cada pessoa comprar menos. Quanto menos as pessoas compram, menos as empresas produzem para não fazerem investimentos sem retorno. Tenha em mente também que o sucessivo aumento de impostos desestimula a produção, principalmente das pequenas empresas. Como o empresário não pode sair aumentando os preços de suas mercadorias ao ver a realidade econonômica que é de diminuição do poder de compra, ele fica desestimulado a produzir. Se mesmo assim aumentar-se os preços na medida que aumentarem os impostos, as pessoas comprarão menos ou não comprarão por não terem aumentado proporcionalmente a sua fonte de renda.

Agora veja bem: os impostos pagos por você estão nas mercadorias, certo? Quanto menos todos comprarem produtos, menos terá de onde tirar dinheiro para a arrecadação.

Dois exemplos práticos

Durante “A Grande Depressão”, vivida pelos norte-americanos após a crise de 1929, o Congresso tinha aprovado a lei tributária Hawley-Smoot que aumentava os tributos sobre bens importados. Resultado? O governo arrecadou menos.

No inicio da década de 1980 o presidente norte-americano, Ronald Reagan, diminuiu e muito os tributos dos mais ricos. Resultado? O valor arrecadado com eles aumentou.

Se você quiser ver os números e uma rápida explicação sobre a Curva de Laffer, clique aqui e veja este vídeo do professor de Ciências Políticas e Economia, Tim Groseclose.

Não se sabe qual será o limite do aumento de impostos. Dizem que o ajuste fiscal dura até 2016. Será? Muitos economistas defendem medidas diferentes e que eu concordo como a privatização de estatais, portos, ferrovias, rodovias, além da diminuição de ministérios e de cargos públicos, mudanças na previdência entre outras medidas. Não se tem números de qual seria o limite da Curva Laffer no Brasil, mas algo é certo: se a solução for apenas o aumento de impostos, chegaremos neste limite, se já não ultrapassamos.

Esta matéria foi originalmente feita no antigo endereço do site no dia 14/12/015.

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